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    “Do estudo deve-se proceder à prática (yoga) e da prática ao estudo. O supremo Si Mesmo se revela pela perfeição no estudo e na prática.”

                                                                   Vishnu-Purana (6.6.2)



    Escrito por Ricardo Coelho às 14h07
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    "A Necessidade de Conhecer"

    Autor: Georg Feuerstein

    Buscar na Web "Georg Feuerstein"

    “Na tradição do Yoga, o estudo é considerado uma importante forma de autoconhecimento. Para o yogin , o estudo é sempre uma jornada de descoberta, compreensão e transcendência de si mesmo. É um aspecto essencial da orientação pragmática do Yoga. (...) O Yoga sempre foi uma disciplina experimental e profundamente baseada na experiência concreta, e o estudo é um dos aspectos dessa abordagem sólida.”



    Escrito por Ricardo Coelho às 14h07
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    O apego como obstáculo ao crescimento

    "Quando um homem contempla os objetos, nasce o apego a eles. Do apego nasce o desejo [de mais contato com os objetos] e do desejo nasce a ira [quando o mesmo desejo é frustrado]. Da ira nasce a confusão, da confusão o colapso da memória; do colapso da memória, a perda da sabedoria (buddhi); com a perda da sabedoria, [ele] perece.

    Bhagavad-Gita (2.62-63)



    Escrito por Ricardo Coelho às 14h06
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    ""UMA HISTÓRIA INDIANA""

    “Um homem vai a um sábio e lhe pergunta, como não podia deixar de ser, qual é o significado da vida. O sábio faz um breve sumário da visão vedanta, ou seja, que o mundo inteiro não é nada, a não ser Brahma ou um Deus. E mais, que a própria consciência presente é uma com Brahman. O verdadeiro Eu está em uma identidade suprema com Deus. Como Brahma cria tudo, e como o Eu mais elevado é uno com Brahma, então o Eu mais elevado tudo cria. E lá se foi o homem, convencido de que tinha entendido o verdadeiro significado da vida, ou seja, que o Eu mais profundo é realmente Deus e cria toda a realidade. No caminho de casa, ele decide testar essa idéia maravilhosa. À frente dele vem um indivíduo cavalgando um elefante. O homem pára no meio da estrada, convencido de que, se ele é Deus, o elefante não pode machucá-lo. O indivíduo que cavalgava o elefante começou a gritar: “Saia da frente! Saia da frente!” o homem, porém, nem se moveu – e foi atropelado pelo elefante. Mancando, o homem voltou então ao sábio, e explicou que, como o Brahma ou Deus é tudo, e como o seu Eu é uno com Deus, o elefante não deveria tê-lo machucado. “É claro que Deus é tudo”, disse o sábio, “então, por que você não ouviu quando ele lhe disse para sair do caminho?”. (extraído do livro Uma Breve História do Universo de Ken Wilber - Ed. Nova Era).



    Escrito por Ricardo Coelho às 14h04
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    Os Três Métodos de Traduzir o Absoluto

    Há três métodos de tentar traduzir o Absoluto em linguagem não absoluta, ou traduzir o Infinito em linguagem finita, ou ainda traduzir Deus pelo homem.

    1o método: Analógico
    2o. método: Negativo
    3o. método: Injuntivo

    No método Analógico, tentamos traduzir o Absoluto, dando-lhe imagens positivas, tais como Onipotente, Onisciente, o que tudo vê, etc.
    No método Negativo, tenta-se traduzir o Absoluto pelo que ele não é, ou seja, não é isto, não é aquilo, considerando que qualquer coisa que tentarmos dizer que é o Absoluto poderá ser negada. Qualquer tentativa será vã.
    Mas o método que estamos mais interessados é o método Injuntivo e tentaremos desenvolver uma metáfora para explicá-lo melhor.
    Considere que você possui um amigo que está distante e que é músico. Ele, depois de muitos anos isolado num lugar ermo, conseguiu produzir a obra-prima da sua vida e quer compartilhá-la. Como ele irá descrever para você a música que fez, considerando que não pode mostrá-la pessoalmente (digamos que neste lugar ermo ele só pode comunicar-se por carta - esqueça a internet e outras facilidades, senão a metáfora vai por água abaixo)? Como descrever por palavras a sensação de uma música? É impossível não?
    Então o que seu amigo faz? Traduz ou transcreve a música numa "receita", o código das cifras musicais, e te envia pelo correio. Basta você reproduzir a seqüência original, passo a passo e você terá a música e conhecerá a obra-prima.
    Basicamente esse é o princípio do método injuntivo. Nele, não se tenta definir o conhecimento em linguagem, mas transmite-se as instruções que terão que ser reproduzidas por cada pessoa para que conheça.
    Porém, a historinha não acabou. E se você não sabe tocar um instrumento? Como reproduzir a música? Ou se você até sabe, mas é um músico medíocre? Poderá até reproduzir a música, mas não conseguirá perceber a profundidade e a beleza da obra-prima do seu amigo. O que fazer então? Como todo bom músico sabe, o grande segredo é praticar com disciplina. Repetir, repetir, repetir, e em cada repetição você perceberá que está ficando melhor e está percebendo coisas novas, nuances que era incapaz de perceber nas vezes anteriores. Continuando sempre, talvez um dia você venha a perceber toda a beleza da obra.
    Assim funciona esse terceiro método. É o método ensinado pelos Grandes Mestres espirituais do Oriente e do Ocidente. É o mais difícil, mas talvez seja o único em que podemos ter uma experiência legítima da dimensão divina. Cedo descobrimos que esse método exige trabalho, muito trabalho e disciplina. Depois de algum tempo, tem-se a impressão de que, quanto mais nos aperfeiçoamos no instrumento e mais maravilhas descobrimos, em contrapartida mais percebemos o pouco que sabemos e o quanto há ainda a aprender. Esse é o trabalho de uma vida e devemos confessar que não sabemos se vamos chegar à sua conclusão. Mas devemos continuar tentando. Essa talvez seja a grande missão do ser humano, mas você só vai descobrir se
    experimentar!



    Escrito por Ricardo Coelho às 14h02
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