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    Mexendo nos meus alfarrábios encontrei esse recorte de jornal com uma tira do genial Laerte (http://www.laerte.com.br/), que mostra com seu humor sutil, como tentamos buscar nossa espiritualidade de forma equivocada. Nada mais tântrico: não adianta buscar seu Deus do lado de fora. Ele já está aqui e você já é a felicidade que busca!



    Escrito por Ricardo Coelho às 09h41
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    Interessante o texto abaixo, publicado no Estado de São Paulo - a medicina começa a engatinhar no conhecimento da meditação. Embora a "ciência" ainda carregue uma visão apenas mecanicista do processo, o que é até certo ponto natural, serve para que mais pessoas percam o preconceito e possam experimentar por si só os efeitos benéficos da meditação na sua mente e no seu corpo.

    MEDITAÇÃO NOS POSTOS DE SAÚDE E HOSPITAIS

    "Em fevereiro, a agência do governo dos EUA responsável pelas pesquisas
    médicas (NIH, na sigla em inglês) reconheceu formalmente a meditação como
    prática terapêutica que pode ser associada à medicina convencional. Em maio,
    o Ministério da Saúde brasileiro baixou uma portaria em que incentiva postos
    de saúde e hospitais públicos a oferecer a meditação em todo o País.

    Essas ações governamentais são sinais da tendência de encarar a meditação
    não simplesmente como prática de bem-estar, que faz bem apenas à mente e ao
    espírito. Parar diariamente alguns minutos para se concentrar e se desligar
    do turbilhão de pensamentos que ocupam constantemente a cabeça também ajuda
    a manter a saúde física.

    "A meditação é diferente da medicina convencional porque quem cuida de você
    não é o médico. É você mesmo!", explica a médica anestesista Kátia Silva,
    que coordena as atividades de meditação no Hospital Municipal Vila Nova
    Cachoeirinha, em São Paulo. Na cidade, 70% dos postos de saúde oferecem
    atividades da chamada medicina tradicional, que inclui acupuntura, tai chi
    chuan e meditação.

    Relativamente recentes, as pesquisas começaram nos anos 70. Uma pesquisa com
    a palavra meditação no acervo on line da Biblioteca Nacional de Medicina do
    governo americano, traz 1.400 estudos científicos .

    Entre outros benefícios, meditar previne e combate a depressão, a
    hipertensão arterial, a dor crônica, a insônia, a ansiedade e os sintomas da
    síndrome pré-menstrual, além de ajudar a reduzir a dependência de drogas.
    Esses estudos mostram que a meditação reduz o metabolismo: os batimentos
    cardíacos e a respiração ficam mais lentos e o consumo de oxigênio pelas
    células cai. É isso que dá a sensação de relaxamento e tranqüilidade.

    As mesmas pesquisas sugerem que a prática também interfere no funcionamento
    do sistema nervoso autônomo, que é responsável, por exemplo, pela liberação
    dos hormônios noradrenalina e cortisol durante os momentos de stress. Em
    quem medita, a duração dessas "reações de alarme" são mais curtas. Dessa
    forma, a pressão do sangue e a força de contração do coração ficam alteradas
    por pouco tempo, comprometendo menos a saúde.

    Apesar de serem evidentes os benefícios, a ciência ainda não consegue
    entender completamente como a meditação age no sistema nervoso. "Uma das
    dificuldades é o fato de não serem possíveis testes com modelos animais",
    explica a bióloga Elisa Kozasa, da Universidade Federal de São Paulo
    (Unifesp).

    Segundo especialistas, mudanças podem ser sentidas logo nas primeiras
    semanas. A aposentada Maria Elza Lima dos Santos, de 60 anos, descobriu a
    meditação no Hospital Vila Nova Cachoeirinha. Ela vivia com crises de
    pressão alta, que passaram após quatro meses de práticas diárias. "Antes eu
    era muito nervosa. A cabeça estava sempre cheia de problemas. Aí a pressão
    subia. Agora fico mais relaxada, sinto Paz de espírito.", conta ela,
    explicando que no princípio teve dificuldades com a técnica. "Levei um mês
    para aprender a me concentrar."

    *Na Trilha da Acupuntura*

    O obstetra Roberto Cardoso, autor de Medicina e Meditação - Um Médico Ensina
    a Meditar (MG Editores, 136 págs, R$ 26), diz que muitos profissionais de
    saúde ainda têm preconceitos. "Mas isso deve mudar. A meditação começa a
    trilhar os passos da acupuntura, que já é um recurso reconhecido pela classe
    médica."

    No Brasil, a instituição que mais estuda o tema é a escola médica da
    Unifesp, o que, segundo especialistas, ajuda a apagar a imagem religiosa e
    mística que normalmente se tem dos meditadores. A meditação não precisa ser
    necessariamente ligada a uma crença oriental.

    Para que a meditação cumpra seu papel de medicina complementar e preventiva,
    o psicólogo José Roberto Leite, da Unifesp, explica que ela deve ser diária
    e constante. "É como comer ou fazer exercícios. Não basta uma semana para
    que você se mantenha saudável."

    Vilma Ruho
    vilmaruho@gmail.com
    em http://somostodosum.ig.com.br/clube/artigos.asp?id=4996
    Publicado no Estado de São Paulo, de 07 de julho de 2006



    Escrito por Ricardo Coelho às 10h08
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